quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Programa Cidades Sustentáveis - A Plataforma

Encerro as postagens acerca do Programa Cidades Sustentáveis ressaltando que a agenda para a sustentabilidade exige a execução de um planejamento estratégico que permita a oferta de serviços de qualidade, ao utilizar os recursos naturais disponíveis, promovendo sua conservação com o máximo de eficácia para atender às atuais e futuras gerações.
Esta Plataforma foi inspirada nos compromissos de Aalborg (Dinamarca), um pacto político com o desenvolvimento sustentável que já foi assinado por mais de 650 municípios, principalmente europeus. Os compromissos consideram a participação da comunidade local na tomada de decisões, a economia urbana preservando os recursos naturais, a equidade social, o correto ordenamento do território, a mobilidade urbana, o clima mundial e a conservação da biodiversidade, entre outros aspectos relevantes.
Diante das diferenças entre as realidades brasileira e europeia, foram agregados dois novos eixos temáticos: "Educação para a Sustentabilidade e Qualidade de Vida" e "Cultura para a Sustentabilidade". Assim como, pela mesma razão, foram feitas outras mudanças em itens dos compromissos propostos.
As administrações municipais são, no dia a dia, o nível de governo mais próximo dos cidadãos brasileiros. Os prefeitos têm a oportunidade única de influenciar comportamentos sociais e individuais no sentido da sustentabilidade, por meio da educação e de campanhas de sensibilização.
A Plataforma Cidades Sustentáveis é uma ferramenta para:
- Assumir esses desafios e aceitar as responsabilidades;
- Elaborar políticas públicas para a sustentabilidade;
- Traduzir a perspectiva comum para um futuro sustentável em metas concretas de sustentabilidade e em ações integradas nos níveis locais, regionais e nacional;
- Selecionar prioridades apropriadas às realidades e necessidades locais e regionais, que deverão ter em atenção o respectivo impacto global;
- Promover processos locais e regionais participativos, no sentido de identificar metas específicas e horizontes temporais para monitorar os resultados alcançados.
Clique no link abaixo para conhecer os Eixos da Plataforma do Programa Cidades Sustentáveis.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Programa Cidades Sustentáveis - O Programa

Cerimônia de premiação de práticas bem-sucedidas em
 diversas administrações municipais signatárias do PCS.

Conforme combinado, efetuo uma segunda postagem acerca do PCS. Trata-se de um elenco de itens para a construção de politicas urbanas que objetivam equacionar oferta de serviços de qualidade com equilíbrio na utilização dos recursos naturais. Este "cardápio" é suficiente para que o gestor, cioso de seus deveres, promova ações que otimizarão toda e qualquer administração municipal. Centenas de prefeituras signatárias Brasil a fora participam desta iniciativa já exitosaBoa leitura!

O Programa
O Programa Cidades Sustentáveis oferece aos gestores públicos uma agenda completa de sustentabilidade urbana, um conjunto de indicadores associados a esta agenda e um banco de práticas com casos exemplares nacionais e internacionais como referências a serem perseguidas pelos municípios.
O objetivo é sensibilizar e mobilizar as cidades brasileiras para que se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente sustentável.
Para isso, o Programa Cidades Sustentáveis oferece:
I – Ferramentas
- Plataforma Cidades Sustentáveis, uma agenda para a sustentabilidade das cidades que aborda as diferentes áreas da gestão publica, em 12 eixos temáticos, e incorpora de maneira integrada as dimensões social, ambiental, econômica, política e cultural;
- Indicadores gerais e indicadores básicos associados aos eixos da plataforma;
- Casos exemplares e referências nacionais e internacionais de excelência para a melhora integrada dos indicadores das cidades.
II – Compromissos
Prefeitos (as) de todo o País e partidos políticos podem confirmar seu engajamento com o desenvolvimento sustentável assinando a Carta-Compromisso 2016 (de prefeitos e de partidos políticos).
Os signatários da Carta-Compromisso ou da Carta de Adesão deverão estar dispostos a promover a Plataforma Cidades Sustentáveis em suas cidades e a prestar contas das ações desenvolvidas e dos avanços alcançados por meio de relatórios, revelando a evolução, no mínimo, dos indicadores básicos relacionados a cada eixo.
As cidades participantes ganham visibilidade em materiais de divulgação e nos meios de comunicação, têm acesso a informações estratégicas, trocam experiências com outros municípios, além de se constituírem como referências exemplares de desenvolvimento sustentável.
Os signatários da Carta-Compromisso ou da Carta de Adesão também podem utilizar o selo Cidade Participante do Programa Cidades Sustentáveis em suas publicações, além de estarem aptos a se inscreverem ao Prêmio Cidades Sustentáveis.
Área exclusiva no portal e participação no Programa de Formação e Capacitação de profissionais nas áreas de políticas públicas são algumas das ações dirigidas aos signatários.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Programa Cidades Sustentáveis - O que é

Tenho a honra de dar inicio a uma série de três postagens acerca do Programa Cidades Sustentáveis, na tentativa de contribuir com as próximas gestões municipais a partir de um elenco de propostas bem delineadas que incorporam os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável  - ODS e suas 169 metas, hoje referência para boas práticas em políticas urbanas levadas a efeito nos quatro cantos do mundo.
Segundo dados da Organizações das Nações Unidas (ONU), entre 2007 e 2050, o número de habitantes nas cidades do planeta terá um aumento de 3,1 bilhões de pessoas. Esta migração trará consigo uma carga cada vez maior sobre a infraestrutura, os serviços governamentais, os recursos naturais, o clima e muitos outros aspectos fundamentais para a qualidade de vida nas áreas urbanas.
Na América Latina, 75% da população vive em áreas urbanas, o que, em números absolutos, se traduz em 375 milhões dos 500 milhões de habitantes da região. Deste total, 120 milhões vivem abaixo da linha de pobreza. Muitos desafios enfrentados hoje pela América Latina irão se repetir, em escala ainda maior, na África e na Ásia nos próximos anos. É possível que as soluções latino-americanas aplicadas para enfrentar tais desafios possam ser reproduzidas. O índice de urbanização brasileira foi o maior em toda a América Latina, entre 1970 e 2010. Hoje 86,53% da população brasileira é urbana!
O Brasil, nas últimas décadas, apresentou alta taxa de crescimento populacional e sofreu processo de urbanização acelerada, principalmente a partir dos anos 60 do século XX. A quantidade de cidades criadas se multiplicou e já chegou ao universo de mais de cinco mil e 500 prefeituras em todo o País, sendo a maior parte delas criadas nos últimos 30 anos.
Neste cenário, cada vez mais aumenta a consciência de que não é possível à humanidade permanecer com o atual modelo de desenvolvimento. Temos de criar a transição para um desenvolvimento sustentável, que integre as dimensões social, ambiental e ética, baseado em uma economia que seja includente, verde e responsável.
Não há melhor lugar para exercitar essa agenda do que os centros urbanos. É nas cidades que ocorre o consumo da quase totalidade dos produtos e serviços que utilizam materiais e recursos provenientes do meio ambiente. A desigualdade nas cidades está na origem de todos os problemas que afetam a qualidade de vida da população. Implementar ações para diminuir a desigualdade e ocupar todo o território com equipamentos e serviços públicos de qualidade deve ser a prioridade da sociedade e dos gestores.
E é justamente neste contexto, para sair da teoria à prática, que foi criado o Programa Cidades Sustentáveis (PCS), o qual reúne uma série de ferramentas que vão contribuir para que governos e sociedade civil promovam o desenvolvimento sustentável nos municípios brasileiros. 
Uma realização da Rede Nossa São Paulo, da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e do Instituto Ethos, o programa oferece uma plataforma que funciona como uma agenda para a sustentabilidade, incorporando de maneira integrada as dimensões social, ambiental, econômica, política e cultural e abordando as diferentes áreas da gestão pública em 12 eixos temáticos. A cada um deles estão associados indicadores, casos exemplares e referências nacionais e internacionais de excelência. Estamos diante da oportunidade de criar um novo padrão de relação dos cidadãos com a política, os candidatos assumindo compromissos concretos e os cidadãos acompanhando os resultados desses compromissos. 
Nota: Nas próximas postagens detalharemos a forma de elaboração do PCS, a plataforma construída e colocada à disposição de todos, além de exemplos de boas práticas no Brasil e no mundo, cujo objetivo é o de contribuir para que hajam ótimas gestões municipais. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

No Dia da Árvore a Amazônia continua sofrendo com o desmatamento

Samaúma ou Sumaúma, árvore amazônica em extinção
O Dia da Árvore é comemorado no Brasil em 21 de setembro e tem como objetivo principal a conscientização a respeito da preservação desse bem tão valioso. A data, que é diferente em outras partes do mundo, foi escolhida em razão do início da primavera, que começa no dia 23 de setembro no hemisfério Sul.
Belém e Manaus, as duas maiores capitais da região amazônica, são as cidades com o menor percentual de arborização urbana entre 15 cidades brasileiras com mais de 1 milhão de habitantes, segundo estudo divulgado pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O estudo foi realizado em 96,9% dos domicílios urbanos durante a pré-coleta do Censo 2010, com o objetivo de conhecer a infraestrutura urbana brasileira.
Segundo o IBGE, Belém registrou o menor percentual entre os 15 municípios citados, com 22,4% do entorno dos domicílios com alguma árvore ao redor, em área pública. Em segundo, aparece Manaus, com 25,1%. O estudo não contou as árvores dentro das residências ou áreas particulares.
Manaus, a segunda capital menos arborizada do Brasil
De acordo com a chefa do setor de Arborização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas) de Manaus, Rosemairy Bianco, cerca de 70 mil mudas foram plantadas na capital nos últimos quatro anos. "Estamos priorizando o plantio de espécies nativas como o pau-pretinho e ipê. Neste ano devemos plantar mais 9 mil árvores em Manaus", diz.
O percentual do IBGE considera as árvores presentes na face dos domicílios. Por esse motivo, segundo os pesquisadores, um percentual baixo não significa necessariamente que uma área não tem árvores, mas que elas podem estar concentradas em regiões específicas.
Um exemplo é a área do Igarapé do Passarinho, na Zona Norte da capital, que recebeu aproximadamente 60% destas árvores, segundo a Prefeitura. Bianco afirma que as mudas não foram distribuídas de maneira uniforme porque foram priorizadas as áreas degradadas.
Dois exemplos são a Avenida Torquato Tapajós, onde o número de árvores plantadas nos grandes canteiros é baixo, e a Avenida Djalma Batista, na Zona Centro-Sul de Manaus, onde os canteiros centrais possuíam palmeiras imperiais que, em 2010, foram retiradas pela Prefeitura de Manaus. Dois anos depois, a principal avenida da capital continua sem nenhuma árvore.
O caso é alvo de apuração do Ministério Público do Amazonas que já realizou vistoria para avaliar as condições das 120 árvores retiradas da avenida. Destas, seis morreram, 98 atrofiaram e apenas 16 foram aproveitadas para replantio em outras áreas públicas, segundo o órgão.
"Eu acho que o fato de os dois estados serem os menos arborizados se deve à falta de planejamento de arborização nas cidades", afirma a mestre em Ecologia pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, Luciana Frazão. "Por exemplo, uma das tentativas de se arborizar o V8 (Avenida Efigênio Salles) foi a utilização de uma palmeira exótica que não se adaptou às condições climáticas de Manaus", diz ela.
"A arborização tem como abjetivo melhorar tanto a qualidade de vida, proporcionando um ambiente mais agradável, principalmente em Manaus, que é muito quente, e fazer isso utilizando as espécies nativas iria auxiliar, quanto a conservação da flora nativa na melhoria do ambiente", afirma a ecologista, que já morou nas duas capitais.
Avenida Djalma Batista, em Manaus
Manaus possui atualmente 31.627,03 hectares de cobertura vegetal. Destes, 19.188,26 (60,67%) são de áreas protegidas. Algumas vias, localizadas principalmente no Centro da cidade, possuem altas árvores, ainda preservadas de décadas passadas, como é o caso da Avenida Getúlio Vargas.
Aqui estão alguns dos motivos para você plantar não uma, mas várias árvores, e ajudar a natureza!
Uma árvore adulta pode absorver do solo até 250 litros de água por dia. Imagine como elas poderiam ajudar para não ocorrerem tantas enchentes, das quais matam e deixam muitas pessoas sem casas! Junto com toda essa água absorvida, muitos nutrientes de matérias orgânicas (como as fezes dos animais) são absorvidos pelas raízes e transformados através da fotossíntese, em alimento para a toda a planta. Por sua vez, folhas, frutos, madeira e raízes servirão de alimento para diversos seres vivos. Os animais por sua vez, irão defecar o que comeram, e as folhas e frutos que não serviram de alimento caem no solo.
Folhas, frutos e fezes de volta ao solo, e todo o ciclo recomeça.
A camada de folhas que se formam a baixo das árvores, servem de berço para as sementes, e para proteger o solo dos pingos da chuva. Cada pingo de chuva que cai diretamente no solo, causa erosão. A erosão do solo pode ser prejudicial em vários casos:
Em rios: A erosão leva terra e areia para o leito (fundo) do rio, fazendo com que o rio fique mais raso, com menor capacidade de guardar água, causando a falta de água nos meses de pouca chuva, além da morte dos peixes.
Para o Solo: A erosão leva embora as sementes que poderiam germinar e recompor a vegetação natural. Ou seja, solo desprotegido tende a continuar desprotegido.
Para os animais: A erosão pode levar embora ninhos de animais que os fazem no chão, e tampar os de diversos outros animais, matando os filhotes que estão dentro. Além do mais, sem vegetação e frutos para alimenta-los, eles vão embora ou morrem de fome.
Para os lençóis freáticos: Os solos sem vegetação, por não terem raízes e minhocas para deixa-lo fofo, não tem uma boa absorção de água. Além do mais, como não há barreiras para a água, ela vai embora rapidamente, não dando tempo para a água da chuva penetrar no solo. Com isso os lençóis freáticos secam, acabando assim com muitos rios e consequentemente com nossa água potável.
A copa das árvores também protege o solo da chuva direta, sem contar que suas raízes seguram firmemente o solo. As raízes de árvores que estão nas beira de rios, aparecem as vezes dentro do rio, parecendo cílios. Essas raízes além evitarem a erosão, servem de casa para muitos animais. Por causa destes cílios, a mata próxima aos rios é conhecida pelo nome de Mata Ciliar.
Uma árvore pode transpirar por suas folhas, até 60 litros de água por dia. Este vapor se mistura com as partículas de poluição do ar, e quando se acumulam em nuvens, caem em forma de chuva. Portanto, as árvores ajudam também na retirada de poluentes do ar! Além do mais, este vapor ajuda a equilibrar o clima da região. Isso é facilmente percebido em parques e floretas que tem seu clima mais fresco.
Outro ponto que podemos notar até mesmo em parques no meio de grandes cidades, é o silêncio! As árvores formam uma parede que impede a propagação dos ruídos. Cercas vivas estão sendo muito utilizadas hoje em dia para criar ambientes mais silenciosos e aconchegantes (além de bonitos).
Castanheira, árvore simbolo da Amazônia
Se ainda assim, você ainda não se convenceu de que deve plantar árvores espere para saber mais...
Sombra: ah que delícia uma boa sombra ! Não é ? Bem, se levarmos em conta a devastação e a não preocupação do reflorestamento, pode se preparar para sair de casa de guarda sol, pois a previsão é de que em 2030 nossas matas vão acabar !
Madeira: Se você não tem nada de madeira na sua casa pode enviar seu nome para colocarmos no livro dos recordes. O mercado madeireiro é um dos que mais cresce no Brasil. Muitas empresas são clandestinas, e pouca gente se preocupou em saber se a madeira que está comprando é autorizada ou não. Se você usa madeira, por que não ajudar plantando?
Papel: Não sei se você sabe, mas não há no mundo país que tenha um substituto para o papel vindo da madeira de árvores, sendo produzido em larga escala. Preocupante ? Então imagine quantas árvores você já usou e vai usar só com papel!
Oxigênio: Você respira bem, pode não conseguir mais daqui alguns anos. A poluição gerada pelas grande cidades estão desequilibrando a quantidade de oxigênio no mundo. Mais saiba sobre esta novidade: estudiosos afirmam que florestas muito antigas, que já atingiram seu equilíbrio, produzem a mesma quantidade de gás carbônico (liberado a noite) que a de oxigênio. E que florestas jovens, para poder crescer, liberam muito mais oxigênio do que gás carbônico. Isso significa que plantar uma árvore é produzir oxigênio.
Frutas: Quem não gosta de uma boa fruta? Mas não pense que elas são produzidas em laboratório. Elas chegam à sua mesa, pois árvores às produziram. E se você fizer as contas deve ter gasto com frutas o bastante para ter mais de 100 pés de cada fruta que você gosta. Mesmo porque o gasto em se ter uma árvore é quase zero.
Fauna: Que delícia ouvir o canto dos pássaros logo de manhã. Pois então, plante uma árvore perto de sua casa e ouça o resultado. Se você estiver em zona rural, ou próximo à alguma floresta, ainda poderá receber a visita de diversos animais da fauna brasileira.
Goiânia, capital com melhores indicadores de arborização urbana 
Goiânia é a cidade mais arborizada do Brasil, segundo censo 2010 do IBGE, e segunda do mundo, com 89,5% de arborização. A capital de Goiás é repleta de árvores como ipês, flamboyants, palmeiras imperiais e mongubas, espécie mais comum da América Central e típica do Cerrado.
A cidade de Goiânia também conta com o projeto voluntário “Plante a Vida”, que já plantou mais 1 milhão de mudas de plantas nativas da região. A ótima reputação da cidade para questões ambientais deram até o título de Capital Verde do Brasil e foi considerada a melhor cidade em qualidade de vida.
Preservar a área verde das grandes cidades evita as ilhas de calor. São Paulo, por exemplo, possui vários programas de arborização, como o projeto “Pomar”, que acontece nas margens do rio Pinheiros.
Abaixo segue lista das 5 cidades mais arborizadas do Brasil em ordem decrescente:
  1. Goiânia
  2. Campinas
  3. Belo Horizonte         
  4. Porto Alegre  
  5. Curitiba  
Conheça as árvores simbolo em cada estado brasileiro clicando no link abaixo:

Outros links utilizados:
http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2012/05/manaus-e-belem-sao-capitais-menos-arborizadas-indica-ibge.html
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-05/manaus-quer-tirar-cidade-da-lista-de-capitais-menos-arborizadas-do-pais
http://www.estadosecapitaisdobrasil.com/duvidas/qual-a-cidade-mais-arborizada-do-brasil/

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A poluição nossa de cada dia

Estudo do Banco Mundial aponta que ela já é a 4ª causa de morte prematura no mundo. Cerca de 87% da população está exposta a poluentes.
A poluição atmosférica já é a quarta causa de morte prematura no mundo, respondendo por 2,9 milhões de óbitos somente em 2013, conforme relatório divulgado pelo Banco Mundial e pelo Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde (IHME, sigla em inglês). O problema custa à economia mundial US$ 225 bilhões por ano. Somente no Brasil essa despesa chega a US$ 4,9 bilhões, de acordo com o levantamento.
Se for considerada a mortalidade decorrente da poluição nos lares, principalmente resultante do uso de combustíveis sólidos para calefação ou cozinha, o total de vítimas sobe para 5,5 milhões no mundo. Somente no Brasil, 62, 2 mil pessoas perderam a vida em 2013 por problemas provocados pela poluição atmosférica.
O país com o maior número de vítimas é a China. Na nação mais populosa do mundo, houve 1,6 milhão de mortes provocadas pela poluição em 2013. Em segundo lugar no ranking de países com mais óbitos está a Índia, com 1,4 milhão de casos.
As doenças causadas pela poluição ambiental (problemas cardiovasculares, câncer de pulmão e outras doenças pulmonares crônicas e respiratórias) são responsáveis por uma morte em cada dez no mundo, seis vezes mais do que as causadas pela malária, por exemplo. Cerca de 87% da população do planeta está de alguma forma exposta a essa poluição.
O relatório do Banco Mundial também mostra que a concentração de ozônio à qual a população mundial está exposta cresceu 8,9%, com diferenças marcantes entre países. No Brasil, China, Índia, Paquistão e Bangladesh, houve aumento de até 20%. Já nos Estados Unidos e Indonésia, o índice registrou queda.
Outras consequências
Os óbitos também são sinônimo de perdas em termos de potenciais rendimentos e de obstáculos ao desenvolvimento econômico, segundo cálculos do Banco Mundial. O estudo avalia que as perdas de rendimentos trabalhistas atribuídas a essas mortes alcançaram US$ 225 bilhões de dólares em 2013.
Além disso, a poluição provoca perdas em termos de bem-estar que totalizam US$ 5,1 trilhões, de acordo com o grupo de métricas e estatísticas. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
Matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Simpson assina carta-compromisso com o Programa Cidades Sustentáveis

Com a marca do novo em todos os sentidos, Simpson, professor e gestor de qualidade comprovada, mostra o alcance de sua visão estratégica e pactua documento que tem tudo para revolucionar o município de Laranjal do Jari.

José Benedito Rodrigues Durans, o Simpson (PSOL) é o primeiro candidato a prefeito na história de Laranjal do Jari a assinar a Carta-Compromisso do Programa Cidades Sustentáveis, uma iniciativa de diversas entidades do terceiro setor que discutem propostas para a Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, em conexão com a Rede Nossa São Paulo, Instituto Ethos e ong’s de todo o Brasil.

O Programa oferece aos gestores públicos uma plataforma sobre políticas de sustentabilidade, o Guia GPS, contando com doze eixos temáticos, diretrizes, indicadores, metas a serem fixadas e um banco de boas práticas com casos exemplares em nível nacional e internacional.

Simpson poderá utilizar o selo “Cidades Sustentáveis: Eu assumo esse compromisso” durante sua campanha e num segundo momento, vencendo o pleito, Laranjal do Jari poderá utilizar o selo “Cidade Participante do Programa Cidades Sustentáveis” em suas publicações, além de estar apta a se inscrever ao Prêmio Cidades Sustentáveis.

Abaixo o link do Guia GPS enviado a Simpson.

Amazônia Live dá arrancada para o Rock In Rio

Num evento marcado pela beleza estonteante do rio Negro, em plena selva amazônica, a saga Rock In Rio dá início a uma série de espetáculos promocionais.

A cantora Ivete Sangalo e o tenor Plácido Domingo ecoaram suas vozes do Rio Negro para o mundo durante o Amazônia Live, realizado no último sábado (27), nas águas do belíssimo Rio Negro. A apresentação aconteceu em um palco flutuante em formato de folha, em plena floresta Amazônica. Cerca de 250 convidados assistiram a esta e outras apresentações do projeto.
Esta foi a primeira edição do Amazônia Live, projeto socioambiental do Rock In Rio e que será realizado até 2019. O presidente do Rock in Rio, Roberto Medina, explicou que o evento foi a forma encontrada para chamar a atenção das pessoas sobre a importância de preservar a Amazônia. Temos que nos orgulhar dessa região e acreditem: essa história começa aqui, mas não vai terminar aqui”, afirmou.
Medina acrescentou que a proposta inicial era plantar na Amazônia 1 milhão de árvores. No entanto, o projeto ganhou novos adeptos e conseguiu alcançar a marca de 3 milhões de árvores a serem plantadas na região do Xingu, área escolhida para receber as mudas. O plantio começa ainda este ano.
Integrante do projeto, o ator Marcos Palmeiras declarou seu encantamento com o espetáculo cultural em meio a natureza. “Fico muito orgulhoso por estar junto neste projeto. Se você está em casa e tem alguma dúvida sobre o que fazer contra o aquecimento global: Plante árvores. Não desmate a Amazônia. Acho que essa é a grande mensagem que esse projeto deixa aqui nesse lugar tão lindo e mágico que é a floresta Amazônica”, destacou.

Fonte: A Crítica