terça-feira, 16 de agosto de 2011

Mapa da miséria - Amazonas possui 648 mil pessoas que vivem na miséria

O quadro é sombrio, por isso devemos ter compromisso com a sua superação. As matérias abaixo traduzem a nossa incapacidade de pensar o outro com a mesma dignidade de como pensamos em nós mesmo. Trabalhar com efetividade é preciso, explorar o outro não é preciso!

No Amazonas, 648,6 mil pessoas recebem até R$ 70 mensais e estão incluídas na faixa de extrema pobreza definida pelo governo federal. O universo dos miseráveis corresponde a 18,6% do total dos 3,48 milhões de habitantes do Estado, segundo o novo levantamento preliminar do Censo 2010 divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice de pobreza do Amazonas é mais que o dobro da média do País e ficou acima até do Nordeste, que liderou o indicador da pobreza, com 18,1% do total da população, segundo o recorte feito pelo IBGE nos dados do último censo.

Pouco mais da metade dessa fatia da população no Amazonas mora na área rural e concentra uma população indígena de 87,9 mil indivíduos, ou 13,5% do total morando nas áreas rurais. O grupo de extrema pobreza na zona rural é liderado pelos habitantes que afirmaram ser pardos, com 218,5 mil pessoas, que representam 33,6% do total da população. Os amarelos na zona rural são minoria, com 2 mil pessoas. Os negros totalizaram 13 mil pessoas e os brancos, 28,3 mil.

O Amazonas concentra a maior população indígena vivendo em estado de misériano País. São 97,9 mil pessoas, equivalente a15% do total em situação de extrema pobreza no Estado. Assim como a maioria da população brasileira, os pardos lideram a fatia de habitantes nessa faixa de renda, totalizando 440,7 mil pessoas, ou68% do total.

Os dados do IBGE mostram que do universo de extremamente pobres 68,4 mil pessoas, ou 10,5% dessa população, não possuem banheiro em casa . Do total de 648,6 mil pessoas, só 115,9 mil informaram ter banheiro de uso exclusivo.

O esgoto atinge a 95 mil habitantes dessa fatia da população e apenas 16,7 mil estão ligados à rede enquanto78,3 mil têm outro tipo de esgotamento sanitário. Na zona rural, somente 1,2 mil têm fossa séptica.

Outros 57,6 mil habitantes vivendo em situação de miséria do universo disseram ter água regular em casa, sendo 39,2 mil com ligação à rede pública.

A coleta de lixo em caçambas do serviço de limpeza só chega a 7,8 mil domicílios dessa fatia de habitantes. Outros 41,2 mil são levados por serviço de limpeza.

Matéria publicada em 11 Mai 2011 .06:44 h . Redação . portal@d24am.com

MAPA DA MISÉRIA NO BRASIL


Os estados do Norte e Nordeste concentram os maiores índices de pobreza e miséria no Brasil.

Esta situação foi apontada nos dados divulgados pelo IBGE no dia 10/05/2011.


O conceito de miséria foi estabelecido oficialmente pelo Governo Federal, que resolveu considerar em estado de pobreza extrema quem ganha até R$ 70 por mês.

A região Nordeste é a que conta com mais pessoas em extrema pobreza.

São 18,1% da população, em comparação com os 8,5% nacionais.

Em seguida aparecem o Norte (16,8), Centro-Oeste (4), Sudeste (3,4) e Sul (2,6).

É importante lembrar que os estados com maior índice de pobreza, são os estados que podem experimentar as maiores taxas de crescimento econômico e oportunidades de negócios.

Os investimentos da União, através do plano Brasil Sem Miséria, serão direcionados considerando os dados apurados pelo IBGE.

A POBREZA EXTREMA NO BRASIL
População que recebe até R$ 70 por mês

LOCAL

GANHAM ATÉ R$ 70/MÊS

% DA POPULAÇÃO TOTAL

Maranhão

1.691.183

25,7

Piauí

665.732

21,3

Alagoas

633.650

20,3

Pará

1.432.188

18,9

Amazonas

648.694

18,6

Acre

133.410

18,2

Ceará

1.502.924

17,8

Bahia

2.407.990

17,2

Roraima

76.358

17,0

Paraíba

613.781

16,3

Pernambuco

1.377.569

15,7

Sergipe

311.162

15,0

Rio Grande do Norte

405.812

12,8

Amapá

82.924

12,4

Tocantins

163.588

11,8

Rondônia

121.290

7,8

Mato Grosso

174.783

5,8

Mato Grosso do Sul

120.103

4,9

Minas Gerais

909.660

4,6

Espírito Santo

144.885

4,1

Rio de Janeiro

586.585

3,7

Goiás

215.975

3,6

Paraná

306.638

2,9

Rio Grande do Sul

306.651

2,9

São Paulo

1.084.402

2,6

Distrito Federal

46.588

1,8

Santa Catarina

102.672

1,6

Brasil

16.267.197

8,5

Veja o estudo completo no site do IBEG:

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/censo10052011.shtm

1 comentários:

Anônimo disse...

As desigualdades sociais no Brasil estao refletidas, sem dúvidas, neste panorama da pobreza extrema. Observa-se que a maioria que encontra-se em situação de miséria é a população historicamente excluídas de acessos a bens e serviços públicos. No Amazonas, particularmente, a população rural é a mais excluída socialmente. Que isso sirva para nossa reflexão, sobretudo, daqueles que elaboram as políticas sociais no nosso estado.
ATT:

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